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Chega uma hora q a gente aprende Que nem sempre os sonhos são reais, Que as coisas n são exatamente da maneira q qremos, Que os AMORES são feitos de ILUSÕES, Que pra APRENDER, ERRAMOS, Que pra DAR VALOR, PERDEMOS, Que pra sorrir, choramos, Que o tempo ñ pára e muito menos volta, Que ESPERAMOS MUITO DE ALGUÉM, Q AMAMOS DEMAIS, Que AMIGOS são RAROS, Que AMORES são ETERNOS, Que o tempo ajuda ou atrapalha, Que PALAVRAS MACHUCAM, Que um OLHAR, um GESTO DE CARINHO, dizem + q mil palavras, Que a vida é feita de fantasia, Que ñ precisamos dormir pra sonhar, Que somos felizes sem saber, Que td aquilo q realmente QUEREMOS, CONSEGUIMOS, Que às vezes a PESSOA ERRADA, é a PESSOA CERTA, Que o MOMENTO ERRADO, é o MOMENTO CERTO, Que podemos brilhar sozinhos, QUE N PRECISAMOS DE ALGUÉM TANTO QNTO IMAGINAMOS, Que o VERDADEIRO AMOR n está no EU TE AMO! Qndo descobrimos esses valores Descobrimos tbm a maturidade e o verdadeiro sentido da vida! AME A VIDA, VIVA OS BONS MOMENTOS, TD TEM UMA RAZÃO DE SER!!!! E tenha a certeza......JESUS TE AMA!!!!!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O peso que a gente leva..
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?
As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.
É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...
Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

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